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13 de dez. de 2007

Tá chegando a horaaaaaaa

Gente, desculpa não ter escrito muito nos últimos dias, mas a gente tá num frenesi danado por conta do fim da viagem e do fim das aulas. Mas vou dar uma recapitulada do que tem acontecido:

Fizemos a feijoada, ficou sensacional! Ficou igualzinha às feijoadas que comemos no Brasil e todo mundo que comeu adorou. A Lígia tava meio com medo de ninguém gostar mas tava deliciosa. Até sobrou um pouquinho pra gente comer sozinho, hehehehe...

Fiz a prova do final do B.1.1 hoje e ainda não sei o resultado. Considerando que eu fiz só 3 semanas de 4 e ainda pulei um nível acho que fiz um bom trabalho sim. Enfim, vou saber como fui amanhã e aí aviso vocês.

Já estamos começando a ter saudades dos amigos que fizemos aqui. O legal é que conhecemos gente de todo o mundo, quer ver: Hans (Holanda), Raul (México), Sophie (França), Sophia (China/EUA), Peter (Alemanha), Ariadna e Xavi (Espanha), Astrid (Colômbia), Maria (Rússia), Guillaume (Bélgica), Yousif (Egito), Pavel (República Tcheca), Hulya (Turquia), Shar (Nova Zelândia), Marco (Austrália/Itália), Jan (Alemanha), Maria Gracia (Colômbia), Davi (Argentina), Ivana (Argentina), Thomas (Alemanha), Julien (Bélgica), Stavros (Grécia), Clarisse (Brasil), Tina (Indonésia), Maria (Peru), Ivana (Sérvia), mais um pessoal da minha sala nova que inclui gente da Grã-Bretanha, Ucrânia, Polônia, França, EUA, Alemanha e Brasil.

Já estamos com saudades!
On vous déjà manque!
We miss you already!
Ya los extrañamos!

Um brinde a todos eles!

6 de dez. de 2007

Novas fotos

Gente, coloquei fotos novas de Gent no flickr.

Visitem e se der, comentem!

beijos

3 de dez. de 2007

ih... faiô!

coisas que andam faiando:

-internet na biblioteca (num temos mais wifi emprestada)
-corinthians (agora na segundona, mas ja era de se esperar)
-teclado francês (aue ,erdq esse teclqdo esauisito!)

é so isso, eu queria encaixar meu descontento, mas confesso que a falta de internet me deixou mais triste que o rebaixamento do timao. Sou corinthiano, claro. Mas não me estresso mais com o circo do futebol. Prefiro correr atras do que me da retorno, nao estresse...

Bom, a comunicação que já tava ruim agora ficou pior! Aguardem cenas do próximo capítulo ou torçam pro dono do wifi ligar a rede de novo.

besos

26 de nov. de 2007

Fim de semana bem proveitoso

Depois do êxito na escola só queríamos saber de descansar, já que no dia anterior, na festa na casa da Sophia, ficamos acordados até umas 3h da manhã. Voltamos pra casa com dois DVDs cheios de filmes mais um que tínhamos alugado na escola e começamos a assistir com uma pipoquinha.

No sábado fomos até um sebo ver se comprávamos alguns livros. Impressionante o tamanho do sebo. Chama Pêle-Mêle, e tem livro desde €0,50. Queríamos comprar um monte, mas escolhemos poucos pra não pesar muito na mala antes de voltar. Se quiserem algum livro mandem-me o nome que eu volto lá pra procurar, mas peçam com moderação, eu ainda tenho que levar tudo isso de volta...

À noite chamamos o Chavi (acho que é assim que se escreve o nome dele) e a Ariadne pra ir tomar algo depois do jantar (comemos umas pizzas depois que descobrimos que nosso forno funcionava sim...) Tentamos ir a um bar de jazz mas eles cobravam 10 euros de entrada, mas como não estamos podendo pagar 20 euros numa baladinha sem beber nada, decidimos ir a outro lugar. Nesse outro o Chavi nos disse que em determinado momento todo mundo subia em cima da mesa, mas não aconteceu nada durante todo o tempo que estávamos lá. Mas tudo bem, foi bem legal, os dois são espanhóis da Catalunha, falam catalão e nos recomendaram um monte de filmes espanhóis que valem a pena.

No domingo acordamos com uma baita priga, pq também ficamos até umas 3h na rua no dia anterior, almoçamos preguiçosamente e depois de uma siestinha fomos caminhar. Aqui no apê que a gente tá tem um guia da cidade muito interessante (a marca é lonely planet, pra mim a melhor marca de guias que existe) e eles fizeram uns dois ou três trajetos turísticos por Bruxelas. Funciona assim: eles te dão um ponto de início e traçam o trajeto, explicando mais ou menos os lugares pelos quais você vai passando.

Escolhemos um pra fazer e fomos até o ponto de início. Já estava anoitecendo (lá pelas 16h, fazer o que?), mas decidimos ir mesmo assim. O trajeto nos levava por algumas ruas da cidade mostrando endereços interessantes relacionados a quadrinhos. Acho que o desenho belga mais famoso no Brasil é o Tin-Tin, mas eles têm muitos desenhistas aqui, então a cidade tem muita coisa relacioada a quadrinhos e desenhos animados. Deve ser difícil achar um belga que nunca tenha lido nenhum quadrinho. Há, espalhados pela cidade, diversos murais com personagens de desenhos animados. E era esse o objetivo principal do percurso, mostrar os diversos murais que existem pela cidade. Achamos a maioria, pois acho que o guia é um pouco antigo e alguns murais podem ter sido pintados ou até demolidos. Mas tiramos muitas fotos e vou tentar identificar o autor de cada um de acordo com o guia.

Ah, achamos nesse fim de semana também, a irmã e o cachorro do Manneken-Pis, a estátua do moleque que tá sempre fazendo xixi perto da Grand Place. Ela se chama Zinneke-Pis e está agachadinha pra mijar, mas a estátua dela tá meio abandonada. O cachorro se chama Zinneke-Pis e fica numa esquina com a perna eternamente levantada. Eu acho que eles todos tomam muita cerveja... Só assim pra ter tanto xixi pra fazer.

Pão de queijo e festinhas

Contei muito pouco do que aconteceu no final da semana passada, então vamos a mais um resuminho:

Depois da prova final, na quinta-feira, a Sophia, uma chinesa radicada nos EUA, convidou todo mundo da nossa sala e seus respectivos pra ir pra casa dela festejar o fim do curso. Compramos os ingredientes que faltavam pra preparar o pão de queijo e fomos um pouco mais cedo pra casa dela pra começar a preparar a massa. Por quê na casa dela? Porque a gente não tem forno, então tivemos que pedir o dela emprestado.

Como era a primeira vez preferimos seguir uma receita pra não dar errado. Até que eles ficaram bem parecidos com pães de queijo normais, mas acho que o gosto não ficou ideal. Os queijos que usamos são daqui, ou seja, não são os melhores pra fazer um pão de queijo, portanto tivemos que usar a criatividade. Mas mesmo colocando a quantidade de queijo sugerida na receita, acho que a nossa massa ficou com mais gosto do polvilho que dos queijos, mas teve gente que acertou que tinha queijo sem a gente dizer. Eu dei um pra cada um na festa pra provarem e todo mundo gostou, mas no dia seguinte eles ficaram meio duros. No dia estavam muito bons, mas ainda estão longe do pão de queijo brasileiro.

Mas isso foi só o começo da festa, a Sophia, gente finíssima, cozinhou um monte de coisa, bastante comidinha chinesa, tudo muito gostoso, conhecemos mais gente interessante, tinha até o marido de uma neozelandesa que é descendente de italiano e sabe falar italiano, até entendeu um pouco de espanhol. Tiramos muitas fotos, vou ver se já as coloco pra poderem identificar cada um.

No dia seguinte descobrimos que todo mundo tinha passado na prova, ninguém passou raspando (a nota mínima é 60), foi tudo bem. Tínhamos marcado uma pequena confraternização na sala mesmo, cada um tinha que levar uma coisa, podia ser típica do seu país, mas não era obrigatório. Eu levei os pães de queijo, mas não estavam mais tão bons... meio durinhos, mas teve gente que preferiu ele daquele jeito do que recém-saídos do forno. Bom, a gente ainda tem um pacote de polvilho então ainda temos mais uma tentativa, no mínimo.

Ah, não falei onde achamos o polvilho. Uma brasileira da sala da Lígia conhecia um lugar que chamava Casa Portuguesa. Lá tem de tudo, desde guaraná até polvilho, passando pelo feijão preto da feijoada. Acho que até skol tinha, mas não vou pagar em euro por uma cervejinha safada que tomo aí no Brasil pagando em reais... ainda mais com a variedade de cerveja que tem aqui, né. Enfim, a loja tem nome português, mas os funcionários são todos brasileiros, mais especificamente mineiros (o sotaque entrega, não tem jeito), a maioria dos produtos são brasileiros também... acho que o nome é só pra enganar, hehehehe.

Não acho que dá pra considerar nosso primeiro pão de queijo como um sucesso absoluto, mas tenho certeza que estamos no caminho certo... Estamos pensando em inventar bastante com os queijos, já que não tem nenhum que se pareça com o mineiro. Vai que fica bom um pão de queijo gorgonzola.

23 de nov. de 2007

Passamos :)

Fizemos a prova pra passar de nivel e passamos muito bem! A Ligia tirou 82 e eu tirei 97 (uhu).

Hoje meu professor veio conversar comigo pra ver se eu queria pular um nivel. Entao do A2.1, em fez de fazer o A2.2 eu faria o B1.1. Eu gostei muito do pessoal da minha sala, mas como o objetivo principal eh estudar frances, vou ver se pulo. Ate hoje nao posso dizer que as aulas estavam faceis, mas nao tive dificuldades tremendas. Seria um desafio maior, pois com certeza vou ter que estudar mais pra aprender por conta as coisas que nao vou estudar no ultimo nivel do curso de iniciante, ou seja, acho que ja posso considerar meu frances intermediario, hehehehe.

Com certeza vou sair daqui com varios amigos e espero que eles nos visitem no Brasil para que voces possam conhece-los. Sao todos muito diferentes entre si e muito interessantes tambem, isso eh algo muito legal. Depois coloco umas fotos do pessoal junto e explico direitinho quem eh quem.

P.S.: desculpem pela falta de acentos, estou no computador da escola.

20 de nov. de 2007

Livemocha

A Sophia, minha colega de curso de francês, indicou um site de ensino de línguas e, o melhor, absolutamente gratuito!

Até se quiserem dar uma garibada no inglês, creio que é uma boa pedida.

Vou experimentar as aulas de francês como reforço, pois temos uma prova quinta-feira agora! Eu estou sussa, mas não deixo de estudar. Pegamos uma porrada de exercícios complementares na biblioteca.

Je pense que je vais réussir l'examen. Mais je ne peux pas laisser d'étudier!

Menu "à la restaurant belge"

Nós acabamos de manger uma refeição très deliciosa... Menu de restaurante chique, então preparem-se:

Frango com legumes ao molho de roquefort; batatas com ervas finas e curry e uma salada de folhas variadas.

Ou em bom (espero) francês:

Du poulet aux legumes avec sauce au rochefort; des pommes de terre aux herbes fines et curry et de salade de feuilles.

Pode ser que haja algo errado, mas soa tão chique em francês, hehehehe...

15 de nov. de 2007

Dia-a-dia em Bruxelas

Bom, faz tempo que não escrevo nada, então vou dar uma geral nas coisas mais interessantes que têm acontecido no nosso dia-a-dia aqui em Bruxelas.

Andamos fazendo umas constatações muito interessantes por aqui, é muito legal como mudar (tanto) de ares faz a gente abrir a cabeça ainda mais. Por estarmos longe de casa e termos que fazer tanta coisa que não fazíamos aí no Brasil, por estarmos contando as moedinhas pra comprar o que quer que seja, e por aí vai.

Bom, pra quem anda preocupado se a gente anda comendo, estamos comendo muito bem, obrigado. Eu inclusive me revelei um ótimo cozinheiro. E não só de macarrão, que acho que foi o prato que menos fizemos aqui, mas de tudo. Aprendi na marra a comer cebola (porque realmente não dá pra cozinhar sem cebola) e alho (que dá pra cozinhar sem, na minha humilde opinião); e aprendi também que é mais fácil errar por excesso de alho do que de cebola. Estamos ainda aperfeiçoando uma espécie de yakisoba/chinês/vietnamita/ocidental com-ou-sem-curry que fica melhor a cada tentativa.

As sopas da Lígia também, tenho que admitir, estão ficando cada vez melhores. Nosso arroz ainda deixa um pouco a desejar, mas estamos aprendendo, somando conhecimentos e desenvolvendo outros, na medida do possível. Nossos cafés da manhã são excelentes também, quando temos mais tempo pra caprichar. Fazemos ovos mexidos com champignons (frescos, melhores que os em conserva), sanduíche com peito de peru e queijo (de tudo quanto é nacionalidade), banana com cereal e leite, chá, suco ou chocolate quente, enfim...

No quesito lavagem de roupas temos que admitir que ainda temos muito o que aprender. Na nossa primeira e única tentativa até hoje colocamos muita roupa pra pouco sabão em pó e pouquíssimo amaciante. Na secadora também não fizemos muito bem... Muita roupa pra pouca temperatura e tempo de secagem... Algumas camisetas, calças e meias ainda tiveram que secar um pouco sobre os aquecedores do apartamento. No final das contas a roupa ficou limpa e sem odores estranhos, só não ficou cheirosinha como deveria. Mas parece que já aprendemos a lição. Em breve chega o segundo teste.

No quesito organização da casa, ganhamos um 7, ou seja, dá pra passar, mas podia melhorar... Quanto à limpeza, tivemos que engolir uma taxa de 50 euros de limpeza do apartamento e vamos fazer o mínimo pra poder passar bem sem ficar com nojo de ir no banheiro, hehehe. Brincadeira, a gente cuida bastante da limpeza também, só não vamos passar aspirador no carpete toda semana, lavar as janelas, etc.

Compramos algumas cervejas diferentes pra fazer uma degustação, estamos até fazendo uma listinha de todas que provamos, depois coloco aqui também. Mas tem uma variedade muito grande de marcas, acho que deve ter hora que eles não sabem nem que nome colocar, hehehe

5 de nov. de 2007

Novidades

Gente, achamos uma rede wi-fi liberada na biblioteca da escola de francês, então acho que agora vou poder entrar com mais freqüência na internet.

Hoje já coloquei mais dois posts que estão aí embaixo. Tô esperando meu cartão chegar porque o dinheiro da Lígia já está acabando, hehehe... Compramos bastante coisa pra fazer em casa e estamos cozinhando quase todos os dias. A grande maioria das comidas deu muito certo.

Que mais? Ficamos doentes nesse feriado mas já estamos bem melhor, assistimos um filme no cinema aqui também, foi bem legal e chama-se Stardust. Filme americano com legendas em francês E flemish (holandês) ao mesmo tempo... Deu pra pescar algumas coisas na legenda francesa, mas na outra nada... O filme é bonzinho, parece um conto de fadas clássico, bem legal.

Por enquanto é só e aí embaixo tem bastante informação também!

beijos

Nosso apartamento

Na segunda-feira ligamos pra dona do apartamento pra combinar de pegar as chaves e fazer o pagamento. Chegamos na lojinha de telefones e internet que eu esqueci o nome agora (se é que existe um...) que ficava bem próxima à casa do Hans e ligamos pra Madame Yerganian. Pela voz pareceu ser uma senhora e ela falava de um jeito muito engraçado, quase caricato, meio falando, meio gritando com uma voz agudinha muito simpática.

A Lígia ficou encarregada de conversar com ela, no caso de ela só saber francês, mas deu pra começar a conversa em inglês e discutir os detalhes. Chegando na parte da caução, a senhora não sabia como dizer em inglês e lascou um francês, a Lígia não tava entendendo e como eu tinha entendido o que ela queria dizer peguei o telefone da mão da Lígia e comecei a falar. Ela viu que a gente tinha compreendido mas também percebeu a mudança do interlocutor. Imediatamente ela perguntou se era o "marido" que tava falando, porque ela viu que a voz tinha mudado e tal. Seguimos conversando e combinamos de encontrá-la no apartamento às 16h da quarta, depois de muito arranjar os detalhes, porque ela era muito simpática e prestativa e queria que fôssemos lá no melhor horário pra nós e nós tentávamos achar um bom horário pra ela também.

Saímos da cabine telefônica gargalhando, pois a conversa havia sido muito cômica, mas bem proveitosa também, claro... Agora só faltava descobrir o endereço do apartamento direitinho e ver se a gente teria que pegar bonde, ônibus ou whatever pra chegar no lugar. Essa foi a parte mais irreal... Primeiro deixa eu explicar que o Hans mora em Ixelles, que é como um bairro de Bruxelas. Saindo da casa dele e virando à direita, caímos numa rua chamada Chausée de Vleurgat, viramos à esquerda e à direita numa rua chamada Chausée de Waterloo. A lojinha com os telefones fica nessa rua, por exemplo, uma caminhada de 2 minutos da casa do Hans. Mais pra frente, do outro lado da rua, tem um supermercado chamado GB também, da marca Carrefour.

Dito isso olhamos no mapa e vimos que a casa ficava perto da intersecção entre as ruas Chaussée de Waterloo (a rua na qual o prédio fica, no número 610) e Chaussée de Vleurgat... Numa das idas ao supermercado percebemos que a casa ficava exatamente em frente a ele... A gente conseguiu alugar uma casa a 2 minutos da casa do Hans absolutamente sem intenção! Foi muita coincidência, parece que a gente não queria ficar por conta própria na cidade, com alguém conhecido por perto, hehehe. Bom, o Hans falou que qualquer dia vem aqui (já fizemos a "mudança") pedir emprestada uma xícara de açúcar já que agora somos vizinhos.

Tudo isso tornou a mudança muito simples, digo, o transporte das malas da casa do Hans até aqui, porque a gente mora no último andar da casa. É assim: a irmã da Mme. Yerganian mora no térreo; a Mme Yerganian mora no primeiro e no segundo andar e nós ficamos no terceiro, que é mais um sótão do que um flat, ou seja, é a casa das Yerganian, não um prédio de apartamentos. Muita gente faz isso por aqui, compra uma casa com vários andares e aluga alguns, o Hans faz isso, por exemplo. O único porém, que vai ser bom pra gente não ficar preguiçoso, é que nós temos que subir seis lances de escada pra chegar no apartamento, não tem elevador, aparentemente isso é coisa de terceiro mundo, hehehe. Tadinha, a dona do apartamento teve que subir todos os lances de escada pra fazer a revisão do inventário com a gente aqui e quando ela tava no meio do último lance dava pra ouvir da sala a coitada bufando, parecia que ia morrer...

O apartamento é assim: embaixo temos a sala, que pode ser vista assim que entramos no apartamento. De frente pra porta de entrada há uma escada em espiral pra subir pro quartinho e banheiro. À esquerda da porta de entrada, do lado oposto da sala e que dá pra rua tem uma mesa de jantar e à esquerda de novo (com a sala nas costas e a salinha de jantar à frente) fica a cozinha, com fogão, microondas, frigobar, pia e armários. Subindo as escadas vê se imediatamente a cama de casal (não tem espaço pra mais nada, é uma plataforma curtinha) e mais ao fundo o banheiro, que fica sobre a cozinha.

É tudo muito arrumadinho no apartamento, tem pouca coisa, mas o suficiente pra gente passar esses meses. Ainda não achamos uma internet aqui no apartamento, mas parece que o cabeamento existe, só precisamos ver se o sinal também existe... Na sala temos uma TV pra assistir desenho em francês (até isso é complicado de entender ainda, hehehehe), um sofá-cama pequeno e uma poltrona de vime. Ficou um ambiente bem bonitinho, há pôsteres de arte em praticamente todas as paredes e temos até uma plantinha que a Mme. Yerganian disse pra gente cuidar bem e tomar o cuidado de colocar água no vaso com terra, não no vaso de fora, porque o carpete é novo e fica caro pra trocar... hehehe.

Ela é uma senhora muito simpática, deu vários toques pra gente e disse que ficou encantada de nos conhecer. O sentimento foi mútuo, dissemos isso pra ela também. A gente temia encontrar uma landlord meio chata que fosse cri-cri com qualquer coisinha, mas ela é super sossegada. Disse que a gente pode chegar a hora que quiser, só deu instruções de virar a chave duas vezes pra trancar a porta de fora, deixar a luz do hall de entrada acesa à noite, só apagar durante o dia, essas coisinhas.

Pra quem torceu pra gente pegar o apartamento um muito obrigado, porque o apartamento e a nossa landlady são melhores que a encomenda!

Grande beijo a todos!

Expresso dos atrasados Rotterdam-Bruxelas, cervejas e as aulas!

Mais uma falha no relato, sim eu sei... Mas a desculpa é a mesma, a internet não tá tão fácil quanto eu pensava que estaria. Na Argentina havia mais cybercafés e internet de graça do que aqui... Proceis vê!

Bom, recapitulação completa dessa vez (ou quase, posso ter esquecido de algo):

Depois que voltamos de Amsterdam pra Rotterdam (chegamos às 17, mais ou menos), deitamos pra cochilar e falecemos na cama até umas 23h. Fomos dar uma volta e procurar algo pra comer, mas tava difícil. Voltamos pro quarto pra acordar cedo e aproveitar o último dia na Holanda. Encontramos com o Demétrio bem cedo (coitado, hehehe) e fomos ver dois lugares interessantes (pra nós, pelo menos) da cidade, umas casas modulares em forma de cubo que em vez de cubos chapados no chão são suspensos em pilastras apoiados nos vértices (deu pra ter uma idéia?); o outro lugar se chama Euromast, é bem turístico, mas muito interessante, é um elevador que vai até 180 metros de altura e dá uma visão panorâmica de 360 graus da cidade (ele fica girando). Muito animal, tiramos fotos e filmamos, já já colocamos online! Não se desesperem!

Conseguimos ver os dois pontos turísticos interessantes de Rotterdam e era hora de voltar. Voamos (quase literalmente) pra pegar nossas malas que estavam seguramente guardadas na casa do Demétrio (valeu cara!) e voltar pra perto da estação central, onde o ônibus havia deixado a gente quando chegamos, pra pegar o ônibus de volta. O horário marcado era 14:45, chegamos lá às 14:50 e vimos o ônibus virar a esquina pra nos pegar! Foi tenso, achamos que não íamos chegar, mas foi em ciminha da hora! Se tentássemos cronometrar, provavelmente teríamos perdido o ônibus... Mas chegamos sãos e salvos a Bruxelas.

Mais cedo havíamos ligado pro Hans, ex-namorado da Sofia, mãe da Lígia, e ele foi muito legal de se oferecer pra ir nos buscar e já havia oferecido sua casa pra gente ficar e humildemente (relutantemente até, eu diria) aceitamos. Chegando na estação (Gare du Nord), ligamos pro Hans e ele preferiu nos pegar na Gare Central, que era bem pertinho, mas claro que conseguimos complicar o caminho pegando um bonde e um metrô. Bom, estávamos carregando malas e tudo mais e era um caminho conhecido, já era tarde, aprender um caminho novo estava fora de questão, né... Enfim, fomos pra estação central, mas demorou umas oito horas pra conseguimos achar um telefone e ligar pro Hans novamente. Enquanto isso eu até tive que dar informação pra dois caras que queriam saber onde era uma plataforma de embarque, pois a estação estava em reformas, numa bagunça completa. Entendi umas três palavras do francês do cara, que era bem claro (ele falou devagar), decodifiquei a mensagem e imediatamente murmurei algumas palavras que traduzem-se para "Acho que é pra lá, mas não tenho certeza", que foi algo como "La ???? trois? Je pense que c'est là-bas, mais je ne sais pas..." Me senti muito bem, hehehehe... Foi bem legal me comunicar francofonicamente, hehehe.

Bom, achamos o Hans, foi bem legal revê-lo depois de tanto tempo e saindo da estação fomos tomar umas cervejas num pub onde só se falava inglês e no qual havia 5 ou 6 televisões, cada uma com um esporte passando, uma doideira, mas bem interessante. Conversamos um pouco e fomos jantar num restaurante de comida chinesa. Engraçado que todos os orientais aqui têm o mesmo tipo de comida... Chinês, vietnamita, é tudo praticamente igual... mas a comida é muito boa, com muitos legumes, bem "saudável", então temos freqüentado bastante esses restaurantes. Enfim, o mais interessante do restaurante foi que experimentei uma cerveja chinesa! Chama-se TsingTao e é bem gostosa. Mais uma na lista das cervejas experimentadas aqui que, aliás, quero colocar aqui no blog e atualizar freqüentemente, só pra passarem um pouco de inveja, hehehe.

Depois de comer fomos pra casa do Hans dormir. Ele preferiu que a gente ficasse no quarto dele, que é no subsolo, e foi dormir na sala. Foi um arranjo muito generoso da parte dele e estamos muito gratos. Chegou em boa hora, claro, pois já estávamos cansados de ter que cuidar sempre das nossas coisas, colocar cadeado em tudo, tomar banho em lugares meio nojentos, enfim, dormir em albergue, hehehehe. Fomos dormir exaustos e tranqüilíssimos, foi muito bom!

Dia seguinte era dia de aula e lá fomos nós, meio ainda sem saber o que fazer, procurando a sala (conseguimos localizar bem mais facilmente a Alliance Française dessa vez), etc. Cruzamos com um cara meio estranho no elevador e ele acabou indo pro mesmo andar que a gente, depois descobrimos que ele tá na sala da Lígia e é gente finíssima! É um mexicano que namora uma francesa e tá morando aqui por enquanto. Se chama Raul, dá aula de música e teatro e fala que só ele. O bicho é desengonçado e dramático como só um professor de teatro consegue ser... hehehe. Ele adora tudo do Brasil, feijoada, caipirinha, futebol, Pelé, a copa que o Brasil ganhou no México, se é do Brasil o cara adora, muito engraçado.

Bom, mas voltando, o primeiro dia de aula foi aquela coisa estranha, um olhando meio sem graça pro outro, alguns já se conheciam pois já haviam estudado juntos no mesmo nível, há pouquíssimos brasileiros por aqui, o que encaramos como positivo, assim fica mais difícil de falar português. Não me senti muito seguro na primeira aula, mas a segurança vai aumentando quanto mais o tempo passa e mais a gente absorve conhecimento de gramática, vocabulário, etc.

Minha professora é uma francesa magrelinha de cabelo raspado meio invocada, mas bem engraçada. Se recusa a falar inglês com qualquer aluno, só fala francês o tempo inteiro, o que eu achei ótimo. A da Lígia parece uma freira, muito conservadora, mas é bem legal também.

Voltamos pra casa do Hans e fomos fazer umas comprinhas pra comer algo no café da manhã. É incrível a tamanha variedade de qualquer coisa que existe aqui. E não dá pra dizer que é porque Bruxelas é uma cidade grande, porque não é. Deve ser do tamanho de Ribeirão Preto, tudo fecha às 18 e praticamente nada abre de fim de semana (aliás, é regra em todos os lugares que vimos). Mas cereal, por exemplo, tem: integral, integral de milho, de arroz, com chocolate, chocolate branco, com chocolate 70% cacau, com frutas vermelhas, etc... Deu pra sacar né... A seção de cerveja é uma perdição. Tem até uma tal de Jupiler, pelo visto é a mais baratinha daqui, que eles vendem em garrafas de plástico, como se fossem aqueles vinhos baratos (chapinha, sangue de boi, etc...) É uma coisa besta pra eles, mas me impressiona bastante. Além disso, a maioria dos vegetais também é de altíssima qualidade. A gente não acha tanta tranqueira quanto temos aí, por exemplo. Mamão amassado junto com mamão bom é raríssimo aqui, é tudo bonitinho e muito bem embalado... Parece babação de terceiromundista, mas é mais uma constatação de fato. Nós damos muito pouco valor pro que temos, pra variedade e abundância de comida que há por aí e que estraga e joga-se fora por pura falta de cuidado.

Esse tipo de perspectiva é difícil de se ter quando por mais que se ande ainda não se saiu do país. Aqui, em menos de uma semana eu já tinha conhecido 4 cidades de 3 países diferentes (quando constatei o fato estávamos eu, a Lígia e o Demétrio, que imediatamente me chamou de "abusado", hehehe... foi muito engraçado), o que te dá uma ótima noção de como as coisas são fora daquele mundinho familiar. Claro que eu generalizo um pouco a partir do pouco que vejo por aqui, mas enfim...

Voltando das compras ficamos fazendo a lição de casa (oui!) quando o Hans chegou do jogo de futebol. Ele havia me chamado, mas tínhamos muita coisa pra fazer e não dava pra adiar, principalmente porque ainda não sabíamos se a resposta do apartamento havia sido positiva, se haviam conseguido cobrar a reserva, etc... E não é que o cara chegou mó empolgado? hehehe. Começou a me mostrar alguns CDs que ele tem, perguntando se eu tenho ou não, mostrando várias músicas. Foi uma aula! Muito legal, o Hans tem muita música boa guardada, coisa que eu nem sabia que existia, inclusive uma banda holandesa muito boa (eles cantam em inglês, infelizmente). Copiei várias coisas e mostrei pra ele depois o Funk como le gusta. Le gustó, acho... Depois gravo um CD pra ele.

Vou pular algumas partes que não são de extrema importância, as aulas continuam bem e eu quero chegar logo na parte onde entramos no apartamento novo!! Então não se afobem que eu também não me afobarei...

Acho que foi na terça, saímos com o Raul depois da aula (ele ficou de vela, até explicamos isso pra ele). Ele conhece um pub muito escondido, perto da Grand Place, uma praça central daqui, onde fica a prefeitura e outros vários prédios interessantes. O pub fica nos fundos de uma casa, se estivéssemos sozinhos, provavelmente não teríamos nos aventurado... Mas o lugar é muito legal, tem uma arquibancada retrátil no meio do bar. Oposto à arquibancada fica um palquinho onde fazem apresentações de marionetes. Não tinha nenhuma quando fomos, mas provamos mais duas cervejas diferentes e bem divertidas, por assim dizer. A da Lígia chamava-se Kwak e há uma razão muito boa pra isso. Ela era servida num copo com formato de "vaso de flor moderno": redondo embaixo, vai afinando até abrir de novo em cima, mais ou menos assim: ) (. Quando você bebe a cerveja e ela passa por essa parte estreita do copo, há um barulho que parece bastante com o quac-quac dos patos, daí o nome... hehehe. Estranhíssimo, mas muito engraçado. Acho que quando se vive num lugar onde há 500 tipos de cerveja diferentes, fica complicado inventar um nome original... Bom, a minha se chamava "Mort Subite", significa isso mesmo que parece, morte súbita. Não encontrei nenhuma razão pra isso, nem desmaiei depois de tomar a dita. Mas ela é meio esquisita, é uma cerveja com fruta junto, não lembro se era cereja, tem um gosto de chopp de vinho misturado com cerveja, sei lá... É interessante, mas acho que não tomaria de novo.

Bom, além das cervejas havia um papo muito cômico rolando na mesa. Estávamos eu, a Lígia e o mexicano Raul. A língua de escolha no início era o francês, mas como eu não sabia muito, apesar de conseguir entender quase tudo, comecei a falar em espanhol pra não ficar só ouvindo. Depois de um tempo começamos a falar sobre o português, enfiar umas palavras de inglês e no auge da conversa usávamos quatro línguas diferentes, trocando o tempo todo e quase como se fosse natural falar desse jeito. A Lígia começava uma frase em francês, terminava em espanhol, eu falava mais um pouco em espanhol, depois inglês, o Raul respondia em francês e pedia pra gente falar como se dizia sei lá o que em português pra ele aprender umas palavras... Foi sen-sa-cio-nal! Falamos de política, futebol, lingüística, tudo misturando sempre todas as línguas, putz... só estando lá pra ver a mixórdia que foi. E não nos desentendemos uma só vez, o que é mais animal! Realmente acertei ao escolher mexer com línguas. É uma sensação fora do normal você saber que consegue se comunicar com diferentes povos da mesma forma, entender os costumes, as palavras, as nuances da língua... muito bom!

Com isso acabo esse pequeno ensaio, hehehe... Já estou cansado e depois conto como foi a mudança pro nosso belga apartamento por dois meses! Ele é lindo, estamos adorando!!

Beijos a todos!

1 de nov. de 2007

To tentando achar wi-fi...

Gente, escrevi duas novelas gigantes de encher o saco ate dos mais interessados, mas estao no meu computador e nao vou copiar pro pc do internet cafe, entao vcs vao ter que esperar.

E desculpem a falta de acentos, mas o clavier (teclado) eh frances, da uma olhada no layout:

azertyuiop
qsdfghjklm
wxcvbn,;:=

deu pra ter uma ideia, né?

bom, ja estamos no ape, mudamos ontem e ele é sensacional!

beijos

28 de out. de 2007

Recapitulando os últimos dias

Galera, tem sido difícil escrever esses últimos dias. Aqui na Holanda a internet é mais cara ainda, então vamos recapitular rapidinho pra não gastar muito tempo e muita paciência de vocês.

-Saímos de bruxelas e pegamos um ônibus pra Rotterdam;
-Encontramos com o Demétrio e fomos até a casa dele deixar as malas e conhecer a mãe dele. o padrasto dele se chama Pedro Álvares Cabral, e não é mentira;
-Fomos jantar na pizza hut daqui porque achamos que era dia de rodízio de pizza... na verdade não era e comemos quatro sabores de pizza que pareciam 2;
-Voltamos pro albergue e dormimos aqui em Rotterdam mesmo pra ir pra Amsterdam no dia seguinte de manhã;
-Dia seguinte acordamos e conhecemos uma brasileira no café da manhã. Tentamos combinar de encontrar em Amsterdam, mas não deu, tava tudo muito cheio e a última notícia que tivemos foi que ela não achava lugar nenhum, mas acho que ela não recebeu a minha mensagem dando o endereço do nosso albergue (aliás, mandei várias mensagens pro Brasil e aparentemente ninguém recebeu...);
-Saímos pra encontrar com o Demétrio na Centraal Station de Rotterdam pelo tram (bonde) 7, trocamos dinheiro e pagamos uma taxa absurda...
-Pegamos o trem pra Amsterdam, achamos um hotel que mantinha um "dormitório" (albergue) embaixo e que nos acolheu;
-Andamos o dia inteiro por Amsterdam, visitamos o Red Light District onde vimos todas as profissas do 'séquiço' fazendo propaganda do "50 bucks: fuck or suck"
-Vimos um monte de gente fazendo pesquisa de preço, mas sem ver diferença nenhuma...
-Vimos um carinha entrar num quarto de uma prosti e ela fechando as cortinas...
-Vimos um tiozinho saindo do quarto de outra prosti com uma cara de satisfação engraçadíssima...
-Lá havia, seminuas, desde mulheres lindas até umas bem tranqueiras (fazer o que, tem gente que é mais preparado pra profissão, tem gente que não, hehehe).
-Voltamos pra deixar o Demétrio na centraal station (tudo a pé) e voltamos andando em direção ao albergue passando mais uma vez pelo red light district, quando vimos uma prosti chamando um tiozinho e uma tiazinha pra dentro, uma outra mulher elogiando todas as prostis gatas que ela via, de tudo quanto é tipo de doido...
-Ouvimos "Hey you!" de diversos traficantes que ficavam na rua tentando vender droga pra quem comprasse, vimos gente comprando, vimos traficas saindo fora quando a polícia chegava...
P.S.: na Holanda podem ser vendidas as "soft drugs", as "hard drugs" (cocaína, heroína, bottom do PT) são proibidas, mas ainda tem gente que tenta traficar.
-Chegamos no albergue mortos de cansaço e precisando dormir;
-Descobrimos no dia seguinte que um carinha do albergue tinha pego "emprestado" uma toalha que a gente tinha deixado secando (aquela do Carrefour).
-Tomamos banho, arrumamos tudo e "roubamos" a toalha de volta, que será devidamente lavada antes de ser utilizada novamente (vai que o cara pagou 50 euros no Red Light District...)
-Deixamos as mochilas guardadas na recepção do hotel e fomos dar uma outra volta por Amsterdam, tomar café da manhã (no hotel/albergue custava 7,50 euros), visitamos o museu do sexo que é muito engraçado, tem fotos desde 1800 e bolinha, mostra obras de arte pornográficas feitas por vários povos, é bem divertido... tiramos uma foto bem engraçada que depois vou postar;
-Voltamos ao albergue pra pegar as mochilas e retornar a Rotterdam, almoçamos na estação e pegamos o trem sem maiores percalços;
-O trem fazia muitas paradas e perguntamos pra um casal idoso onde era a parada de Rotterdam e eles foram muito prestativos ao explicar (em holandês, entretanto) que era umas duas paradas depois da que estávamos. Conseguimos nos entender (o senhor falou umas palavras em inglês) e chegamos sãos e salvos em Rotterdam.
-Tentamos arrumar duas camas no albergue que já havíamos ficado quando chegamos aqui na quinta (Hostel Rooms, era bem barato, além de bem legal) mas já estava lotado; seguimos pra um outro (Stayokay) que indicaram-nos lá e, apesar de um pouco mais caro, é bem bonitinho e arrumadinho, acho que o que menos tem cara de albergue que vimos até hoje. Tem mais cara de alojamento estudantil, sei lá. No Hostel Rooms, quando conversei com a recepcionista pra ver se ela conhecia algum albergue em Amsterdam ela indicou alguns, inclusive uns com a marca Stayokay, mas explicou que os Stayokays não tinham muita cara de albergue, porque eram limpinhos até demais, com mais cara de hotel do que hostel. Ela tinha razão, mas se o preço fosse o mesmo, era no Stayokay que a gente ia preferir ficar, hehehe... Ah, tirando, é claro, o cheiro de salame que tava no quarto quando a gente entrou. Havia mais um casal aqui que tinham comido no McDonald's, acho que eles pediram um McSalaminho, porque o cheiro tava terrível... Mas não se preocupem, logo que pude, combati o cheiro de salame com o cheiro de queijo Gouda do meu chulé!

Por enquanto é só, pretendemos conhecer um pouco mais de Rotterdam antes de irmos embora de volta pra Bélgica no domingo às 14h de buzuca. Tem um café/elevador panorâmico, o Euromast, que parece ser bem interessante e fica aqui pertinho do albergue. Aguardem novidades...

Beijos a todos! Saudades!

Felipe e Lígia

24 de out. de 2007

Na expectativa...

Galera, ainda estamos em Bruxelas. Queríamos visitar Rotterdam, mas pelo jeito vai ter que esperar um pouco mais. Ainda não fechamos direitinho um apartamento, mas temos um bem legal em vista e estamos torcendo pra dar certo, porque ele é bem bonitinho! Rezem por nós daí porque até em catedral acender vela a gente já foi...

Aproveitamos e acendemos uma pro Tadeu, que infelizmente se foi, levando com ele um otimismo e uma maneira de levar a vida que divertia bastante gente. De onde ele estiver, sei que ele olha pelos que ficaram e também que ele está num lugar melhor! Abraço Tadeu! Fique com Deus!

Agora voltando ao apartamento, é um duplex (óia que chique!), mas um duplex pequeno, no "segundo andar" só tem uma cama e o banheiro. Embaixo fica a sala e a cozinha. Mas é muito bonitinho e bem arrumadinho. A única coisa que falta é a gente obter uma resposta da dona da casa, já temos o ok da imobiliária e só falta a dona aprovar o casal pra gente mudar. Só tem um porém (não falei que tem sempre um porém?): a gente só entra no apê dia primeiro de novembro.

Tava muito difícil achar qualquer lugar pra ficar começando na segunda-feira dia 29, então flexibilizamos mais o nosso foco e aí acabamos incluindo diversos apartamentos que serão liberados dia 31 de outubro. Nessa que encontramos o duplex. Assim que mudarmos mando as fotos pra todos que eu sei que estão fazendo um pensamento positivo pra gente conseguir.

Hoje também mudamos de albergue, pois no outro só é possível ficar 2 dias seguidos (de acordo com a regra deles). Achamos um outro bem perto dele, o pessoal daqui parece ser bem mais simpático, mas um ponto negativo é que a hora de internet fica cada vez mais cara quanto mais a gente muda de lugar... aqui acho que é 1 euro 15 minutos, no albergue da França era 2 euros por duas horas... Mas o cara da recepção falou que às vezes rolava de "emprestar" o sinal de wi-fi dos vizinhos, até disse que na cozinha costumava pegar e mandou a gente tentar lá... Vê se pode!

Conseguimos por uns 20 segundos obter um sinal, aí que recebemos o email da moça da imobiliária dizendo que só faltava a aprovação da dona. Como ainda tínhamos que esperar mais um tempo até termos certeza de que havíamos conseguido o apê, preferimos não viajar pra Rotterdam e ficar aqui mais um tempo. E fomos fechar o quarto nesse albergue (Albergue Van Gogh).

Depois dos trâmites, fomos pro quarto (um quarto com quatro camas) e chegou o terceiro ocupante (e até agora o último), outro brasileiro que tá morando em Londres há mais de um ano e que está viajando de ônibus por toda a Europa por 30 dias. Wagner é o nome dele, gente finíssima. Deu uns toques legais pra gente que tá querendo viajar gastando pouco...

O lance pra conhecer a Europa não é trem (caríssimo) e nem passagem de avião barata (que você acaba gastando mais com taxi ou transfer); o negócio é viajar de ônibus. A Eurolines tem um passe de 30 dias no qual você pode pegar qualquer ônibus internacional de e para qualquer país coberto pelo passe (que não são poucos). A viagem de Paris até Bruxelas que fizemos foi pela Eurolines e o ônibus é bem legal, a passagem é bem baratinha, vale mesmo a pena.

Conversamos umas horas com o cara, sobre várias coisas, já tem mais um pra entrar no novo partido político que a gente vai criar, hehehe...

Depois de muito conversar, fomos buscar nossas malas que estavam num armário com cadeado no outro albergue e trouxemos elas pro armário do albergue novo. E o medo dos caras de lá abrirem o armário e fazerem sabe lá o que com as malas? hehehe. Melhor não arriscar. Talvez a gente consiga deixar as malonas em algum canto quando formos pra Holanda, mas até lá é melhor cuidar.

Comemos num restaurante turco e fomos dormir... Tô precisando de um banheiro menos comunitário... Esses daqui dão até prisão de ventre na gente, hehehe.

On vous embrasse!

Felipe et Lígia

23 de out. de 2007

Procurando a Aliança Invisível

Galera, como andamos hoje! Começamos o dia cedíssimo, porque já havíamos decidido fazer duas coisas e elas deveriam ter terminado antes do almoço, mas como sempre acontece com quem não faz planos com muita antecedência, houveram imprevistos...

Levantamos já às 7h30, 3h30 hora do Brasil, pra procurar a imobiliária que supostamente nos atenderia pra alugarmos um apê aqui em Bruxelas. Andamos uns bons minutos até descobrirmos que estávamos na avenida errada... hehehe, acontece, ainda mais com a gente... bom, voltamos ao ponto principal e decidimos pegar um bonde. Claro que, nessa altura do campeonato tava todo mundo muito feliz e tranqüilo, hehehe. Pegamos o bonde e fomos descendo a av. de la louise até o fidamãe virar, aí descemos e voltamos, porque a travesa que queríamos não aparecia nem por decreto...

No segundo lugar que perguntamos (o primeiro não sabia), a moça procurou o endereço na internet e imprimiu um mapinha pra gente (olha isso... foi sensacional). Descobrimos que havíamos descido a avenida além do ponto, hehehe... de novo! Beleza, 5 minutos chegamos no lugar.

Porém... (sempre tem um porém) a tal imobiliária só funcionava pela internet, o endereço era apenas um endereço postal e não tinha ninguém, absolutamente ninguém, nem o porteiro, lá pra gente pedir informação de onde alugar casa. Pegamos uma daquelas revistas de compra, venda e aluguel de imóveis que tinha num display do lado da casa e saímos, ressabiados, rumo à próxima – e quase que igualmente frustrante – parada: a escola de francês.

Nós sabíamos de cor a rua da Aliança Francesa, menos o número. O que qualquer pessoa espera é que haja uma porra d'uma placa na frente da merda do prédio de onde fica a fidap$†#@ da escola, mas não!! O Kassab deve ter vindo pra Bruxelas quando teve a idéia do Projeto Cidade Limpa! Impressionante! Não tinha uma placa no lugar. Uma moça, extremamente simpática, ao nos ver olhando o mapinha (que compramos por 0,40 euros), ofereceu informação pra gente. Eu nunca tinha visto isso, a gente geralmente vê o povo perdido pedindo informação, mas a moça viu os perdidos ali e teve a bondade de se oferecer pra ajudar a gente. Achamos isso sensacional, mas infelizmente ela pôde fazer pouco pra nos ajudar a achar a tal escola, afinal, ela não conhecia... hehehehe

As duas informações que obtivemos eram bem contraditórias... a primeira dizia que a escola havia mudado de lugar e a segunda - graças a Deus - nos deu o endereço do prédio certinho, com número e tudo!! Achamos o lugar, fiz o teste de nível (a Lígia já tinha feito com antecedência) e fiz a impressionante marca de 16 questões certas de 51, hehehe... pra quem estuda francês há um mês e sozinho acho que tá bom, né... Nos matriculamos e o curso começa na segunda.

Agora, neste momento, estamos experimentando algumas das cervejas do bar do albergue. Tomamos algumas carinhas (entre 2 e 3 euros) e agora estamos indo pras mais básicas (entre 1 e 1,40 euro). Detalhe: começamos com uma cerva baratinha de 1,15 euro, a Jupiler, que parece uma itaipava da vida... depois fomos pra segunda... chama-se Hoegaarden, custa 1,40 euro e............ é de trigo! Erdinger é só a versão 500 ml pra frescos brasileiros da Hoegaarden! hahahahaha. Essa o Thiago e a Paula vão ficar morrendo de inveja :P Cerveja de trigo por menos de 3 reais no boteco da esquina só na Bélgica!!!

Gente, esse texto é um exagero, na verdade as coisas correram muito mais tranqüilas e tá tudo muito bom, não deixem se convencer do contrário aí, por favor. Amanhã com certeza teremos um endereço fixo e provavelmente uma internet, que deixará de ser um artigo de luxo, hehehe.

Como o curso começa só na segunda-feira, assim que fecharmos o apartamento, vamos visitar um amigo meu (Demétrio) que mora em Rotterdam, Holanda. Assim, talvez nossas notícias sejam mais esparsas até que finalmente consigamos um endereço permanente (nem que seja por dois meses) aqui em Bruxelas.

Ah, tá muuuuuuuuuuito frio!! A previsão é de 0º pra quinta-feira, hoje, lá pelas 14h fazia 9º com um vento de queimar o rosto! Mas tá delicioso! Mal vejo a hora de nevar!! Uhuuuuuu.

Beijos a todos do Fe e da Lí.

22 de out. de 2007

Chegada em Bruxelas

Galera, conseguimos chegar em Bruxelas. Foi tranquilo, mas um pouco tenso...

Ligamos pelo Skype pra reservar uma vaga no albergue, já que o tal do apartamento que vamos ver se conseguimos alugar tá meio complicado ainda, ainda mais com o problema que deu no meu cartão de crédito. Falei que chegaríamos às 18h (se conseguíssemos pegar o ônibus das 14h), e ele disse que seguraria até umas 20h. Atrasamos pra chegar na rodoviária e acabamos pegando o ônibus das 15h, que teoricamente chegava às 19h. Chegou às 19h30 e aí foi outro sufoco pra aprendermos ali na hora como se mover pela cidade. Entramos numa estação grande, a Gare du Midi e rodamos e perguntamos até achar uma estação de metrô e seguimos pra estação sugerida no site do albergue. Deu certinho, sem mapa nem nada, conseguimos achar direitinho o albergue.

A viagem de ônibus vale muito a pena, é bem barata (custou 22 euros pra mim e 21 pra Lígia, que é menor de 26 anos, que beleza, né?), bem tranqüila – apesar de alguns congestionamentos, a viagem correu rápida, as estradas são muito boas – e o ônibus tem até uma telinha mostrando o GPS e informação de onde você está. Viemos estudando um livrinho de francês que eu trouxe e discutindo umas estruturas gramaticais, estudando, enfim...

Chegando aqui, vimos que o metrô não tem catraca pra entrar, você compra o bilhete e valida numa maquininha, pronto! Se quiser ser brasileiro e dar um jeitinho pode, mas não se recomenda, pois deve ter multa. Fizemos de acordo com as regras e compramos dois bilhetes, melhor evitar transtorno, né...

Depois de nos acomodarmos no albergue, fomos procurar o que comer. De acordo com a sugestão do barman/recepcionista (a recepção do albergue à noite funciona no bar), fomos até uma rua que tinha alguns restaurantes, muitos bares com muita variedade de cerveja até que chegamos em um chinês/vietnamita.

Gente... Pedi um tal de Pad Thai, um macarrão com frango, cenoura, amendoin e broto de qualquer coisa... Mas o trem era picante que putaquipariu! Seria cômico se não fosse um pouco trágico. A minha comida tava quase tão picante quanto a que eu fiz no casamento do Thi e da Paula (quem lembra do jeito que eu cheguei suado na pista sabe... hehehe). A diferença é que essa eu consegui comer até o final... E depois de comer suei só do lado direito da cabeça... Estranhíssimo! Escorria suor do lado direito e do lado esquerdo só ficou úmido!

Eu tomei uma Duvel e a Lígia uma Chimey. Depois no albergue tomamos uma Leffe e c'est tout! Amanhã saberemos mais sobre o curso e acomodação para os próximos 2 meses.

Muitos abraços para todos!

Lígia e Felipe

Rumo à Bélgica

Decidimos o curso e estamos indo pra Bruxelas. Devemos pegar o ônibus das 14h (local) e chegar lá aproximadamente às 18h. Amanhã provavelmente já estaremos hospedados no nosso endereço para as próximas 8 semanas.

Aguardem novas notícias

Louvre et Jardins de Loxembourg

Hoje decidimos visitar o Museu do Louvre, então depois de chupinhar uma internet de graça (às vezes libera o sinal não sei por que) começamos a camelar até o museu. Chegando lá determinamos mais ou menos o que valia a pena ver, além da Mona Lisa e da Venus de Milo e começamos a andar. Demos uma olhada na maioria das obras de pintores italianos, a grande maioria muito linda e chegamos na La Gioconda, a minúscula...

Apesar de não ser permitido tirar foto, todo mundo sapecava flash na coitada e eu que não quis ser bobo pela segunda vez (da primeira olhei só e nem tirei foto) e tirei uma também. Tinha uma funcionária do Louvre do meu lado e ela tava vendo todo mundo tirar foto sem falar nada... acho que era uma daquelas proibições puramente institucionais do tipo não pode, mas todo mundo faz... tipo político roubar no Brasil.

A Vênus de Milo também é muito bonita, mas é difícil dizer por quê ela é tão famosa. No audioguia que alugamos o tiozinho disse que o artista esculpiu a Vênus pra ser admirada de qualquer posição, etc e tal, mas até aí tem muita obra que também é assim... Deve ser o fato de ela não ter os braços e de não terem encontrado. Enfim, vimos depois diversas esculturas gregas maravilhosas, inclusive uma muita curiosa da filha de Hermes e Afrodite, o(a) Hermafrodita... Ela(e) ficava deitada(o) nu(a) com a cara virada pra um lado e do outro dava pra ver os seios e o pênis da(o) dita(o). Pra vocês verem que essa coisa de traveco não é de hoje... Com certeza foi um cara siliconado que posou pro escultor. :P

Mas o Louvre é cansativo demais... saímos de lá umas 5 da tarde, já com os pés amaciados e meio cansados, mas como viemos aqui pra isso, tocamos a andar novamente, dessa vez rumando pro Jardim de Luxemburgo, que parece ser um parque grande com um palácio dentro. Lembrou uma parte da cidade universitária que as pessoas vão com uns minibarquinhos e miniveleiros que no Jardim tinha também. Lá nesse Jardim estavam também o Chico Pinheiro da globo com mais umas duas outras jornalistas também da globo, uma delas acho que é correspondente internacional, mas não lembramos o nome dela. A outra acho que ficava no jornal hoje.

Saindo do Jardim, já caindo a noite e aumentando o frio, rumamos para a Catedral de Notre Dame e pegamos um pedacinho de uma missa, ouvimos o coral fazendo a introdução e logo depois o padre começou, em Francês, lógico, quando saímos porque estava meio difícil de entender.

Nisso bateu aquela fome, fomos arrumar o que comer e achamos um Pannini, uma ciabatta recheada e prensada bem gostosa e tomamos uma Kronenberg (acho que é isso, é uma breja francesa). Aí também bateu uma patcha vontade de ir no banheiro e corremos pra procurar um metrô. Chegando no albergue ligo em casa e descubro que meu cartão de crédito tá zoado... hora de dar um jeitinho, porque voltar antes é que eu não vou mesmo.

C'est tout! Bon soir...

21 de out. de 2007

Afrique do Sud 15 x 06 Anglaterre

Hoje acordamos meio tarde, mas o descanso foi bem necessário, acordamos mais dispostos e fomos em direção à Tour Eiffel. Com o metrô já sem greve foi bem mais tranqüilo chegar à Torre pra tirar umas fotos. Lá chegando enfrentamos uma putcha fila pra comprar o ingresso e vamonóis...

Fomos direto até o segundo andar e a vista já é maravilhosa, não dá pra não comentar. Na hora de enfrentar a outra fila pra subir pro último andar, fila que quase dava a volta toda no segundo andar, percebi que tinha perdido um ingresso e, portanto, falei pra Lígia subir sozinha já que ela não tinha visto ainda de lá de cima.

Mais uma filinha pra descer e enquanto isso conversamos com um casal de brasileiros (nós estamos por toda parte, impressionante!) Lá embaixo (isso já eram umas 15h) decidimos almoçar um sanduba da lojinha da torre mesmo, que tava bem gostoso. Em seguida seguimos em direção ao museu do Louvre, mas como fechava às 18h e a gente já tava andando tinha um tempão, preferimos desistir e subimos pra Champs Elisées pra tomar um chocolate quente e esperar pra ver a cidade à noite.

Fomos subindo em direção ao Arco do Triunfo e quando chegamos lá a noite ia alta. Aproveitamos pra subir no Arco pra tirar foto e ter uma vista noturna mais ampla de Paris. 324 degraus morro acima depois, lá em cima dá pra ver a cidade toda acesa, a Torre Eiffel tava piscando milhares de luzes e tava iluminada de verde e amarelo. O por quê das cores eu não sei, mas tava bem linda. Consegui tirar umas fotos bem legais, mas ainda não tá fácil de colocar na internet.

Esqueci de dizer nos outros posts, mas até hoje Paris tava respirando Rugby! A França tá sediando a Copa do Mundo de Rugby e pelas ruas só se via gente com cachecol de time, vestidos com fantasia e cantando, carregando caixas e caixas de cerveja rumando pra Torre Eiffel... Atrás da Torre havia um telão armado na grama e uma multidão já tava aglomerada na hora que a gente chegou, lá pelas 21h. O placar marcava 9 a 3 no final do primeiro tempo pra África do Sul.

Hoje foi a final, Inglaterra e África do Sul. A maioria absoluta era de ingleses, mas acho que a África do Sul tinha muito simpatizante por aqui e pelo jeito era a favorita. Não deu outra, ganhou da Inglaterra de 15 a 6 (não assistimos o jogo, aproveitamos que tava todo mundo na rua pra pegar o metrô mais vazio e acabamos perdendo a partida, mas pelo jeito não teve nenhum touchdown, só field goal...).

Bom, como fizemos a maioria dos percursos a pé (só pegamos metrô pra chegar na Torre Eiffel e pra voltar de lá pro Albergue), nossos pés estão nos matando e estamos super cansados, morrendo de vontade de ir pra cama. Vai ter um showzinho no bar que fica no subsolo do Albergue mas vamos dormir que estamos muertos.

Beijos e abraços a todos, estamos com saudades!